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Nossa História

Este navio partiu de Genova em 27 de outubro de 1888, a bordo da moderna embarcação estavam Ângelo Basso e sua esposa. O navio media invejosos 86 metros de comprimento, 12 metros de largura, 2693 toneladas, a viagem corria tranquila aos 10 nós de velocidade, a capacidade era de 496 passageiros, todos italianos, cantarolando América, América, América...Um sonho encontrar terras para prosperar e viver uma utopia apagada pela crise europeia. O vapor atracou no porto de Santos no Brasil em 20 de novembro de 1988. Pisava em solo brasileiro os Basso, parte deles foi para o sul, outra parte chegou a Andradas-MG. Somente em 1902 Ângelo Basso, a esposa e três filhos: Francisco, Giusepp e Edivirges Basso, dão início a produção vinícola no sítio de quatro alqueires. Da Itália chegaram até as lavouras de café de São João da Boa Vista-SP, no final do século XIX compraram seu próprio bocada de terras, a variedade de uvas cultivadas naquela época era Isabel. No início do século passado o sítio tinha que ser auto suficiente, tudo deveria ser fabricado, o moinho de pedras movido a água, fabricava-se o fubá, na adega, os vinhos para consumo dos família. Rogério Basso, um dos descendentes da família, relata um velho bordão dos antepassados: “tendo fubá e sal, nunca se passa fome”, seguros por natureza e fortes por convicção os italianos foram prosperando, as adegas que eram de consumo próprio, passaram a fabricar a bebida com intuito comercial.

Quem visita a dega nos dias de hoje encontra um pouco do passado distante. Chegar nos Basso é fácil, sobe-se a Rua Cel. Oliveira até o fim, passando pelo Hospital, vira a direita e começa uma descida de estrada de terra, a calma tem que prevalecer, pois neste local o tempo parece passar com passos calmos, o trajeto que leva a velha adega é feito pelo meio de um centenário parreiral, em épocas como final de ano ou janeirom, o visitante depara com uma bela imagem, as uvas maduras, emolduradas pela serra da Mantiqueira, parar apreciar e saborear um bom vinho. A degustação é grátis, a boa conversa também, o visitante é recebido por Roberto Basso (Bé).



Fonte: Livro Vinho e Política de Elias Batista

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